EcoPapo

Espaço dedicado a comentar, debater, divulgar e trocar experiências sobre meio ambiente (ecologia, biologia marinha, educação ambiental, ecoturismo, gestão ambiental, consumo consciente, sustentabilidade, marketing verde, etc.).

Reciclagem de pilhas e óleo de cozinha

29 de janeiro de 2008

Agora já temos onde levar pilhas/baterias (Banco Real) e óleo de cozinha (Lojas Extra).

A partir de agora as Agências do Banco Real e as lojas do Extra estão com programa de reciclagem.

Sabe aquelas pilhas e baterias usadas que não sabemos o que fazer com elas? Pois é, agora está fácil. Basta levá-las a qualquer agência do Banco Real e colocá-las no Papa-pilhas. Este é mais um programa de reciclagem promovido pela instituição.

As pilhas e baterias de celulares, câmeras digitais, controle remoto, relógios, etc, contêm materiais que contaminam o solo e os lençóis freáticos deixando-os impróprios para utilização, podendo provocar problemas à saúde, como danos para os rins, fígado e pulmões. São eles: cádmio, mercúrio, níquel, chumbo.

Não esqueça: o Papa-Pilhas está disponível em todas as unidades do Banco Real.

Também já temos onde levar o óleo de cozinha usado para reciclar. As lojas do Extra, que já reciclam outros tipos de resíduos, como papel, vidro, plástico e metal, reciclarão também óleo de cozinha.

Você sabia que apenas 1 litro de óleo despejado no esgoto polui cerca de um milhão de litros de água ou o que uma pessoa consome em 14 anos de vida?
E ainda provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos próximos, contribuindo para a ocorrência de enchentes.
Como fazer:
Depois que o óleo usado esfriar, armazene em uma garrafa PET daquelas de 2 litros, se possível transparente. Tampe bem a garrafa e deposite-a no coletor de lixo de cor marrom da loja Extra, indicado para esta finalidade.

Todo óleo de cozinha coletado será encaminhado pela cooperativa às empresas recicladoras, que o utilizarão como matéria-prima para a produção de biocombustível.

Se o Extra mais perto de sua casa ainda não tem o coletor apropriado, ligue para o SAC da empresa: 0800-7732732, e peça para que seja providenciado.

Independentemente disso, pare imediatamente de jogar óleo pelo esgoto. Armazene em garrafas e jogue no lixo reciclável, e não no esgoto.

Não esqueça: o Coletor Marrom está disponível em todas as Lojas do Extra.

Se você quer ajudar mais, divulgue estas informações para todas as pessoas que assim como você se preocupa com nosso planeta. É assim que ajudamos a construir um mundo melhor.

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Para refletir

27 de janeiro de 2008

Trecho extraído do livro "Caminhos para o desenvolvimento sustentável", de Ignacy Sachs.

"O respeito à diversidade da natureza e a responsabilidade de conservar essa diversidade definem o desenvolvimento sustentável como um ideal ético. A partir da ética do respeito à diversidade do fluxo da natureza, emana o respeito à diversidade de culturas e de sustentação da vida, base não apenas da sustentabilidade, mas também da igualdade e justiça."  (Kothari, citado por I. Sachs - pág. 67

Consciência e Memória Ambiental

19 de janeiro de 2008

Transcrição integral do artigo Consciência e Memória Ambiental, escrito por Marcelo Szpilman, do Instituto Aqualung.

"O tradicional e exuberante encontro do mar com a Mata Atlântica em toda Costa Verde do nosso litoral, onde, felizmente, ainda existem faixas bem conservadas, sempre me faz refletir sobre a semelhança de visual encontrado pelos primeiros navegantes que aqui aportaram e a importância de se preservar essa memória ambiental.

De lá para cá, a crescente e desordenada ocupação da zona costeira por loteamentos e o grande incremento das atividades esportivas e de lazer ligadas ao mar têm provocado uma forte pressão impactante sobre os ecossistemas locais.

Quem não gosta de ancorar o barco em uma enseada com águas claras e limpas ou frequentar uma praia com a areia branquinha? Porém, poucos sabem que manter esses ambientes limpos vai além da educação e do aspecto puramente visual.

Os canudinhos, pontas de cigarro, cotonetes, tampinhas e sacos plásticos descartados de forma incorreta poluem nossos mares e podem provocar uma significativa mortandade de inocentes animais marinhos. Linhas de pesca, cabos e restos de redes abandonados no mar permanecem nesse ambiente por muitos anos e acabam vitimando inúmeros animais que se enroscam e acabam morrendo por asfixia ou por inanição.

Peixes, tubarões, aves, focas, golfinhos e tartarugas são as principais vítimas. Confundem os detritos que ficam boiando no mar com alguns dos alimentos que formam parte de sua dieta e podem morrer de inanição. Um saco plástico à deriva no mar é facilmente confundido com a água-viva, componente alimentar de várias espécies de tartarugas-marinhas. Engolindo o saco plástico, a tartaruga pode morrer sufocada. Golfinhos já foram encontrados com o estômago cheio de lixo que veio das cidades.

Assim, lembre-se na próxima vez que for passear de barco ou freqüentar alguma praia: seja consciente.

Não custa nada levar um saco plástico para jogar seu proprio lixo e, quando for embora, levá-lo com você para ser descartado corretamente na lixeira.

Poder vislumbrar dias melhores para o ambiente marinho e para nós mesmos só reforça a importância do cuidado e do respeito que devemos ter pelo Planeta que nos sustenta."

Projeto Limpeza na Praia
Projeto Tubarões no Brasil
Instituto Ecológico Aqualung
Rua do Russel, 300 / 401, Glória, Rio de Janeiro, RJ. 22210-010
Tels: (21) 2558-3428 ou 2558-3429 ou 2556-5030
Fax: (21) 2556-6006 ou 2556-6021
E-mail: instaqua@uol.com.br
Site: http://www.institutoaqualung.com.br

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Amazônia ilegal

15 de janeiro de 2008

Trecho da reportagem publicada no site brasileiro da National Geographic. Mais informações no endereço http://nationalgeographic.abril.com.br/ng/edicoes/82/reportagens/mt_200360.shtml#

O dilema do Brasil: permitir que a destruição ampla - e lucrativa - da floresta tropical continue ou intensificar iniciativas de preservação.

No tempo em que você levará para ler esta reportagem, uma área de floresta equivalente a 150 campos de futebol terá desaparecido. As forças do mercado globalizado estão invadindo a Amazônia, acelerando a destruição.

Nas últimas três décadas, contam-se às centenas as pessoas que morreram em conflitos por terras; um número incontável de outras vive sob o império do medo e da incerteza, com as vidas ameaçadas. Nessa fronteira agrícola sem lei e dominada por armas, motosserras e tratores, os funcionários e agentes do governo podem ser corruptos e ineficazes ou então mal equipados e desprovidos de recursos. Agora, produtores de soja estão se juntando aos madeireiros e aos criadores de gado, intensificando o desmatamento e fragmentando ainda mais a imensa floresta tropical do Brasil.

Ao longo dos últimos 40 anos, quase 20% da floresta amazônica foi derrubada - mais que em todos os 450 anos anteriores de colonização do país. Os cientistas temem que outros 20% das árvores sejam eliminados nas próximas duas décadas. Será o início do colapso ecológico da floresta. Intacta, a Amazônia responde por metade de toda a chuva que cai na região, graças à umidade que libera na atmosfera.

Com o fim de parte dessas precipitações devido ao desmatamento, podemos chegar a um ponto em que as árvores remanescentes vão morrer por falta de umidade. Se tal processo for intensificado pelo aquecimento global, secas violentas irão abrir as portas a incêndios capazes de consumir ainda mais a floresta. Em 2005, uma dessas secas reduziu em até 15 metros o nível dos rios e deixou isoladas centenas de comunidades. Ao mesmo tempo, como as árvores estão sendo queimadas para abrir novas áreas de cultivo nos estados do Pará, Mato Grosso, Acre e Rondônia, o país tornou-se um dos maiores emissores em todo o mundo de gases que contribuem para o efeito estufa.

Os sinais da tragédia já são visíveis por toda a parte.

Sea Shepherd x Baleeiros Japoneses

Segue a trancrição na íntegra de um e-mail recém-recebido da ONG Sea Shepherd. Felizmente, ainda existem pessoas dispostas a lutar com unhas e dentes contra os caçadores de baleia.

Nada contra o povo japonês, de forma alguma. Cada um com sua cultura. Só que morte não dá pra engolir! Esses japoneses - entre outros assassinos - que se propõem a matar esses animais tão dóceis, queridos e ameaçados de extinção realmente pra mim não precisavam mais existir. Deviam morrer com os mesmos requintes de crueldade que eles usam contra as pobres baleias. Está expressa a minha indignação.

Sea Shepherd Intercepta a Frota Baleeira Japonesa

Antártica, 15 de janeiro de 2008.

O navio da Sea Shepherd Conservation Society, o Steve Irwin, interceptou hoje a frota baleeira japonesa.
Temos cinco navios à vista. Quatro baleeiras - navios de caça; e o navio de suplementos, o Oriental Bluebird. O navio-fábrica Nisshin Maru, onde é processada a carne das baleias, está há cerca de 400 milhas a noroeste do resto da frota.

Quando localizados, o Oriental Bluebird estava com a baleeira Kyo Maru ao seu lado tranferindo suplementos. O Yushin Maru também foi visualmente identificado pelo seu nome.

Ao avistarem a Sea Shepherd, os tripulantes dos dois navios começaram a correr pelo convés para liberar as cordas que amarravam os dois navios para começarem a fugir. O nosso navio Steve Irwin está em perseguição e na mira total de toda a frota baleeira, exceto o Nisshin Maru.

Informamos as coordenadas da frota de caça para o Greenpeace, como prometido, apesar deles se recusarem em fornecer as coordenadas do Nisshin Maru. A Sea Shepherd está dando as coordenadas da frota para todo o público: 60° 2 minutos sul e 77° 38 minutos leste.

O tempo está perfeito: águas calmas e excelente visibilidade.

"Os baleeiros estão fugindo" - diz Capitão Paul Watson. "Nós os perseguiremos tanto quanto for possível. Nós vamos alcança-los e vamos invalidar seus equipamentos. Faremos tudo que estiver ao nosso alcance, exceto ferir a tripulação de baleeiros, para parar suas atividades ilegais"

O porta-voz dos baleeiros, Greg Inwood, já confirmou que a frota está correndo com medo que os alcancemos. Contrariando a vitória proclamada pelo Greenpeace nos oceanos Antárticos, Glen Inwood - porta-voz oficial dos baleeiros, disse que a frota japonesa está se movendo para prevenir ferimentos da sua tripulação e que o problema real vai começar caso o navio da Sea Shepherd alcance os baleeiros.

"Isso sim me parece certo", diz capitão Paul Watson - presidente e fundador da Sea Shepherd, a bordo do Steve Irwin "O Greenpeace anuncia que perseguiu os baleeiros para fora da área de caça de baleias, sendo que os japoneses nunca fugiram deles. A verdade é que eles estão fugindo de nós. Eles correm toda vez que os encontramos, e é o que está acontecendo agora. Não é por causa do Esperanza que eles correm, é do Steve Irwin. Eles sabem que não estamos aqui para tirar fotos ou mostrar cartazes de protesto. Estamos aqui para parar esses malditos açougueiros, esses assassinos em série de baleia (serial killers); e quando os alcançarmos, eles terão a punição que merecem.

Estamos concentrando nossa busca nos navios de caça de baleias - as assassinas baleeiras, uma vez que o Nisshim Maru - o navio fábrica de processamento de carne, está fora da área de caça à baleias.

"Se estes grandes e corajosos baleeiros têm algum espírito de Samurai, eu os desafio a nos enfrentar, e não correrem como covardes" - diz Capitão Watson. "Eles são todos corajosos para lançarem arpões explosivo nas costas de baleias inocentes, mas correm como crianças assustadas quando avistam nosso navio negro chegando"

"Contanto que os baleeiros japoneses estejam correndo, eles não estarão matando baleias. Se eles pararem para matar baleias, nós os alcançaremos," diz o 2º oficial do Steve Irwin, Peter Hammarstedt. "E quando nós os pegarmos, nós não sentaremos com eles para tomar chá - nós pretendemos fazer esta temporada ser lembrada para sempre.”

O Steve Irwin possui 34 tripulantes a bordo. Temos também um helicóptero e um pequeno barco veloz se aproximando dos baleeiros, com nossa principal embarcação há apenas 7 milhas náuticas atrás. O barco pequeno tem 4 tripulantes. Temos combustível para continuar a procurar os baleeiros japoneses por cerca de 30 dias.

www.seashepherd.org.br

Por uma vida em paz

Por uma vida em paz
Djavan

Não sei bem o que dizer
Sobre o mal na Terra:
Acho que amor hesitou!
A devastação da mata
Traz morte e medo
As guerras: caos e miséria
O incontrolável degelo
Não vai trazer
Futuro algum
Não vai.
O homem quer sempre mais!
Mas se não faz o pão
O que vai ser
Dos filhos
Não é dizendo não
Que vão crescer
Os lírios
Saber doar
Renunciar, dividir
Devia vir de qualquer um
Viver já
Vamos usar essa lei
Depois de tanto dano
O que não falta
É aviso
Pra que não haja engano
Posso ser mais
Conciso
Por uma vida em paz
Tudo o que for
Preciso!
Juízo.

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