EcoPapo

Espaço dedicado a comentar, debater, divulgar e trocar experiências sobre meio ambiente (ecologia, biologia marinha, educação ambiental, ecoturismo, gestão ambiental, consumo consciente, sustentabilidade, marketing verde, etc.).

Hábitos do consumidor x clima

17 de março de 2008

Consumidor avalia como seus hábitos influenciam o clima

15/03/2008
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o Instituto Vitae Civilis lançaram nesta semana, como parte das comemorações da Semana do Consumidor, a campanha nacional Mude o Consumo para não Mudar o Clima.

O objetivo é informar o cidadão sobre o quanto seu consumo pode afetar o clima do planeta e sugerir alternativas para que ele mude seus hábitos. Além disso, a campanha pretende estimular o cidadão a cobrar de empresas e autoridades ações efetivas para a diminuição de práticas que provoquem mudanças climáticas.

Pesquisadores do Idec e do Vitae Civilis estão nas ruas de São Paulo, até o fim de março, com um computador portátil para que o consumidor poderá calcule qual é a sua contribuição de emissão de gás carbônico (CO2) e, assim, conhecer alternativas para diminuir essa emissão. O consumidor também receberá um material impresso sobre as práticas que pode adotar para diminuir os impactos do consumo.

Na avaliação do professor, Alan Abreu, a iniciativa do Idec é excelente porque além de ajudar a conscientizar a população, dá uma idéia de como se comportar para melhorar a própria vida. “Ensina como economizar colaborando com o planeta. Eu respondi às perguntas e esperava que poluísse mais, mas vi que ainda dá para melhorar. Tive a impressão que sempre dá para melhorar alguma coisa mesmo com atitudes simples”, relatou o professor depois de fazer o teste no computador da campanha.

Para a funcionária pública, Valderez Perez, a campanha conscientiza as pessoas a poluírem menos. “Eu não me surpreendi muito com o resultado do meu cálculo porque já procuro ter uma atitude consciente, então estou um pouco abaixo da média dos países civilizados. Fiquei satisfeita, mas vou trocar as lâmpadas da minha casa e incentivar minha filha a usar menos o carro, por exemplo”.

O representante comercial, Carlos Nascimento, disse que gostou do resultado de seu cálculo, que está dentro dos limites de emissão, mas pretende melhorar. “Só não foi melhor porque não estou reciclando o lixo. Vou começar a fazer isso porque é muito interessante”. (Agência Brasil)

Fonte: http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=36986

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Golfinho salva baleias encalhadas na Nova Zelândia

13/03/2008

Moko, um golfinho que costuma nadar com humanos em uma praia de Nova Zelândia, ajudou duas baleias que estavam encalhadas em um banco de areia a escaparem da morte. Segundo afirmaram testemunhas nesta quarta-feira (12), o golfinho teria guiado as baleias para um local seguro no mar, longe de onde elas tinham encalhado.

A ação do golfinho surpreendeu as pessoas no local e também especialistas, que afirmaram que esta é mais uma evidência de que os golfinhos são amigáveis por natureza.

As duas baleias - uma espécie de cachalotes - eram uma mãe e seu filhote e foram encontradas em Mahia Beach, a cerca de 500 km da capital Wellington, na manhã de segunda-feira (10), disse Malcolm Smith, do Departamento de Conservação.

Segundo ele, a equipe de resgate tentava por mais de uma hora fazer com que as baleias voltassem para a água, mas por quatro vezes elas ficaram encalhadas em um banco de areia.

"Elas continuavam desorientadas e se encalhavam de novo", disse Smith, que fez parte da equipe de resgate. "As baleias não conseguiam passar o banco de areia para encontrar o caminho de volta para o mar".

Segundo conta Smith, o golfinho Moko então se aproximou das baleias e as guiou por cerca de 200 metros por um canal, levando-as para o mar aberto.

"Moko simplesmente veio ‘voando’ pela água e levou as baleias de volta", disse Juanita Symes, que também ajudava nos trabalhos de resgate das baleias. "Ele mostrou a elas por onde ir. Foi uma experiência incrível. O melhor dia da minha vida", disse. (Folha Online)

Fonte: Ambiente Brasil

As obrigações do jornalismo ambiental

14 de março de 2008

ENTREVISTA COM ANDRÉ TRIGUEIRO

Por Luiz Egypto em 9/1/2006

Um dos temas críticos do debate ambiental é a questão da água. O primeiro alerta sistemático e de alcance global sobre quadro dramático que hoje se desenha foi dado na Rio 92, a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, 14 anos atrás. Ou seja: faz 14 anos que esta questão está posta e só há pouco ganhou espaço relevante na mídia. Por que a mídia não se preocupou com o tema no devido tempo? Se o tivesse feito, a situação hoje poderia ser menos grave?

André Trigueiro – A sensibilidade da mídia para os assuntos ambientais é invariavelmente determinada por circunstâncias trágicas. Vazamentos de óleo, enchentes, estiagem, queimadas, furacões e terremotos merecem lugar de destaque no noticiário, o que é correto. Mas ainda nos falta, enquanto profissionais de comunicação, perceber a urgência de abrir espaço na mídia para novas pautas que cumpram dois objetivos distintos: explicar com clareza e objetividade os desafios que temos pela frente em relação ao aquecimento global, escassez de recursos hídricos, desertificação do solo, destruição voraz da biodiversidade, multiplicação do volume de lixo, consumismo desenfreado e compulsivo, desertificação do solo, transgenia irresponsável (entre outros assuntos um tanto ausentes no noticiário); e sinalizar rumo e perspectiva para a sociedade dando visibilidade a inúmeros exemplos de que é possível viver em um mundo sustentável, ou seja, construir um projeto de desenvolvimento que gere riqueza sem destruir o meio ambiente.

A cobertura dos assuntos referentes à escassez de água doce e limpa se enquadra, a meu ver, nesse diagnóstico. Enquanto não tivermos um apagão hídrico, ou enquanto o custo real do tratamento da água não for repassado aos consumidores, é possível que o tema não seja entendido como prioritário na imprensa. Mas é bom lembrar que de acordo com a ONU, mais de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas no mundo não têm acesso regular a água potável. Essa é uma bomba-relógio prestes a explodir já que alguns especialistas advertem que a tendência é o problema se agravar, com graves reflexos sobre a área de saúde pública, em função das doenças de veiculação hídrica. Mas há um processo de mudança em curso: desde 2003 (Ano Internacional da Água Doce, segundo a ONU), o espaço na mídia para esse assunto vem aumentando. Nos Estados Unidos, por exemplo, já há editorias especializadas em água em algumas redações. É um bom sinal.

A mídia brasileira está preparada para cobrir a área ambiental? Na leituras que você faz do jornalismo local, o que há de mistificação, de desinformação e de efetivo interesse público?

A. T. – Defendo a tese de que os jornalistas, ainda nos cursos de comunicação, tenham acesso à informação qualificada sobre temas ambientais. Quem sai da faculdade sem um pacote mínimo de informações nesse sentido não poderá cumprir adequadamente a sua função social. Entendo que ainda há muito a fazer, mas é preciso reconhecer que estamos hoje em melhor situação do que num passado não muito distante. Em muitos veículos de comunicação, meio ambiente já não é entendido como tabu e a demanda de informação nessa área só faz crescer. Penso que este é um mercado em expansão e que será cada vez mais valorizado.

Sinceramente, creio que boa parte de nós jornalistas ainda somos analfabetos ambientais. Desconhecemos as leis que regem a vida e o universo. Quando nos aventuramos a falar de aquecimento global – o mais grave problema ambiental do século 21 – confundimos com o buraco na camada de ozônio. Vemos o lixo apenas como problema, e não percebemos os resíduos como excelente fonte de matéria-prima e energia. Não avaliamos ainda com o devido discernimento os graves impactos causados pelos atuais meios de produção e de consumo. Vivemos encapsulados em cidades onde os efeitos de nosso estilo de vida passam despercebidos. O lixo e o esgoto são levados para longe. Nos acostumamos com a poluição do ar e a perda progressiva de áreas verdes. Os rios limpos sumiram e nós vamos levando… O fato é que nós "normatizamos" o que não deveria ser considerado normal. Perdemos o contato com o mundo natural, e artificializamos nossas relações com o meio que nos cerca. No livro Meio Ambiente no Século 21, relançado agora pela Editora Autores Associados, escrevi um capítulo chamado "Meio ambiente na Idade Mídia", no qual reproduzo a seguinte declaração do jornalista Washington Novaes, um dos veteranos na área ambiental: "Acho que a questão ambiental é ameaçadora para os jornalistas que têm uma vida pessoal muito pouco adequada em termos ambientais". Concordo com ele. Não podemos atribuir valor àquilo que não conhecemos ou não sentimos.

Em que medida a mídia pode estimular políticas públicas ambientalmente responsáveis? A pauta que temos hoje é capaz de cumprir essa tarefa?

A. T. – Estamos progredindo. O governo do estado e a prefeitura de São Paulo decidiram recentemente regulamentar a compra de madeira certificada para evitar o incremento do comércio de madeira clandestina da Amazônia e o desmatamento da região. Me parece que essa decisão – muito importante pelo poder de compra do maior estado e do maior município do país em termos de PIB – veio a reboque de uma avalanche de reportagens e denúncias de ONGs mostrando que a maior parte da madeira retirada ilegalmente da Amazônia era consumida em São Paulo. Outro exemplo interessante vem da maior empresa do Brasil. A Petrobras promoveu uma verdadeira revolução nos procedimentos internos de segurança e meio ambiente após os vazamentos de óleo que atingiram a Baía de Guanabara e o Rio Paraná, em 2001, e que foram duramente criticados pela imprensa. A mudança do estatuto, definindo que a Petrobras deixaria de ser uma companhia de petróleo para ser uma empresa de energia, e a destinação de 0,5% do orçamento anual para investimentos em energias renováveis, foram decisões tomadas nesse período, em meio às pressões da sociedade e do bombardeio da imprensa. Tenho a certeza que a mídia deu a sua contribuição nesse processo.

Que recomendações você faz no capítulo em que discute o papel do profissional de imprensa no debate ambiental?

A. T. – Assim como não somos imparciais com a corrupção ou com a escravidão, não devemos ser imparciais em relação ao que não é sustentável. Entendo que os jornalistas têm uma contribuição importantíssima a dar neste momento. Se é verdade que experimentamos na atualidade uma crise ambiental sem precedentes na história, causada por um modelo de desenvolvimento "ecologicamente predatório, socialmente perverso e politicamente injusto" – e estou convencido de que isso seja absolutamente verdadeiro – é enorme a responsabilidade dos profissionais de imprensa no sentido de denunciar o que degrada a vida e agrava o desequilíbrio sócio-ambiental. Mas não é só isso. Precisamos dar espaço para quem já está fazendo a diferença na direção da sustentabilidade. Disponibilizar informações relevantes que ajudem a consolidar uma nova cultura, uma nova visão de mundo, uma nova ética existencial.

Ser jornalista num país como o Brasil implica uma responsabilidade ainda maior: vivemos no país campeão mundial de água doce, de biodiversidade e de florestas tropicais úmidas. Num cenário de escassez de recursos naturais não-renováveis, esse patrimônio precisa ser entendido como riqueza, ainda que os indicadores convencionais que medem a riqueza de um país – o PIB, por exemplo – desprezem esse recursos e o uso que se faz deles. A mídia pode contribuir para determinar mudanças importantes de consciência que se traduzam em novas políticas públicas de desenvolvimento, novos paradigmas de gestão empresarial, e um novo conceito de cidadania, mais amplo e abrangente – a cidadania ecológica planetária.

Fonte: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=363AZL002

McDonald’s muda copos na França p/ salvar ouriços

6 de março de 2008

A rede norte-americana de fast-food McDonald’s anunciou na terça-feira (04/03/2008) que vai modificar os copinhos de seus sorvetes na França para proteger os ouriços. De acordo com ambientalistas, as embalagens abandonadas constituem uma armadilha mortal para estes pequenos mamíferos.

O McDonald’s havia sido alertado pelo Santuário dos Ouriços, uma associação com sede no norte da França, que fez campanha sobre o assunto durante vários anos.

"A parte de cima dos copinhos de sorvete McFlurry, de plástico, tem um buraco do tamanho exato da cabeça do ouriço", explicou a presidente da associação, Anne Burban.

"Acontece de forma sistemática. Atraídos pelo sorvete, os ouriços colocam sua cabecinha dentro do buraco, não conseguem mais tirá-la e morrem sufocados", descreveu Burban, qualificando a decisão do McDonald’s de "grande vitória".

Na Inglaterra, após uma campanha de ecologistas, o McDonald’s reduziu em setembro de 2006 o orifício da parte superior dos copinhos de sorvete para impedir a entrada dos ouriços.

Na França, o McDonald’s decidiu optar temporariamente pela solução inglesa. "Esta não será a solução definitiva. Nosso objetivo é retirar completamente o plástico de todas nossas embalagens", explicou a rede. (Folha Online)

Fonte: http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=36794

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