EcoPapo

Espaço dedicado a comentar, debater, divulgar e trocar experiências sobre meio ambiente (ecologia, biologia marinha, educação ambiental, ecoturismo, gestão ambiental, consumo consciente, sustentabilidade, marketing verde, etc.).

Hora do Planeta

24 de março de 2009

O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.

Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala.

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Migração gigante de arraias

8 de março de 2009

As arraias parecem folhas gigantes flutuando no mar, milhares de Raios
Dourados são vistos aqui se reunindo no litoral de  México. A cena
espetacular foi capturada quando essas criaturas magníficas fizeram uma
de suas migrações semestrais em massa para locais mais apropriados.

Deslizando  silenciosamente embaixo  das ondas, elas transformaram áreas vastas de água azul em ouro no norte da Península de Yucatan. Sandra Critelli, uma fotógrafa amadora, viu o fenômeno enquanto procurava por tubarões-baleia. Ela disse: ‘Foi uma imagem inacreditável, muito difícil de descrever. A superfície da água foi coberta por varios tons de ouro que pareciam uma camada de folhas de outono movidas pelo vento. É dificil de dizer exatamente quantas arraias havia,  mas deveria ter milhares delas.’

‘Nós fomos cercados por elas e nós também podíamos ver muitas na superfície de água. Eu tive muita sorte de estar lá para poder  presenciar o melhor que a Natureza tem para oferecer.’

Elas medem até 7ft (2,1 metros). Os Raios Dourados também são conhecidos como raios de nariz de vaca.

Elas têm  nadadeiras peitorais pontudas que se separam em dois lóbulos na frente de suas cabeças altas que fazem com que elas fiquem  parecidas com uma vaca. Apesar de poder dar ferroadas venenosas, elas são tímidas e não ameaçam ninguém quando se reunem em grande número.

A população do Golfo do México migra em quantidade de até 10.000, que vai da Florida até Yucatan.

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Japão: Por um quilo de carne de baleia

Por Cahterine Makino, da IPS

Tóquio, 27/02/2009 – Dois ativistas japoneses do Greenpeace Internacional se arriscam a passar 10 anos na prisão, após denunciarem um mercado negro de carne de baleia por parte de tripulantes de navios científicos. Os ambientalistas Juichi Sato e Toru Suzuki compareceram a um tribunal este mês, acusados de há 10 meses invadirem uma propriedade alheia e roubar uma caixa de carne de baleia, em um julgamento com claras conotações políticas.

A Convenção Baleeira Internacional autoriza o Japão a capturar uma quantidade limitada destes mamíferos marinhos para pesquisas científicas. Entretanto, ambientalistas afirmam há muito tempo que a carne de baleias mortas sob a fachada de pesquisa é vendida a clientes japoneses. Tudo começou há um ano, quando um ex-tripulante de uma frota baleeira contatou o Greenpeace para informar que tripulantes de navios baleeiros japoneses vendiam a carne dos animais em benefício próprio.

Após investigar o caso, o Greenpeace concluiu que cerca de 93 caixas de “objetos pessoais”, etiquetadas como “elementos salados”, foram introduzidas no barco Nisshin Maru no porto de Tóquio, após uma travessia de cinco meses pelo oceano Antártico. As caixas tinham o endereço das casas de membros da tripulação do Nisshin Maru. Um dos embarques foi dirigido para a localidade de Aomori, onde Sato e Suzuki entraram no caminhão e pegaram uma das caixas, que continha cortes de carne de baleia de primeira qualidade.

Em maio de 2008, os “dois de Tóquio”, como agora são conhecidos os ativistas, entregaram a carne à promotoria de Tóquio, junto com um informe com detalhes sobre a investigação. Segundo o Greenpeace, se tratava de evidência contundente sobre uma operação de contrabando de carne de baleia e de corrupção em grande escala no santuário baleeiro do oceano Antártico. Por sua vez, a empresa de transporte Seino informou à policia a falta de uma caixa em seu caminhão de entregas, o que levou à prisão de Sato e Suzuki. Estas prisões causaram uma polêmica pública. Foi a primeira vez que o público japonês soube de fontes fidedignas a ligação entre o contrabando de carne de baleia e a pesquisa científica.

O caso apresenta perguntas legais que normalmente não são encontradas em um julgamento por invasão e roubo, segundo o principal advogado da defesa, Yuichi Kaido. Os acusados, que foram ao tribunal no dia 13 passado, nunca negaram ter entrado em um estacionamento e dali retirado uma caixa de carne de baleia que não lhes pertencia. Nisso se apóia a tese da promotoria. “Nenhum ativista tinha a intenção de se apropriar do que não lhes pertencia, e esse propósito constitui um dos elementos do crime de roubo, tal como define a lei japonesa”, disse Kaido. “Segundo os tribunais internacionais, o respeito pela liberdade de expressão é essencial, e isso ocorre para as organizações de notícias e não-governamentais que desempenham seu papel de controle público em uma democracia”, acrescentou.

Do ponto de vista do direito internacional, o que Sato e Suzuki fizeram foi um exercício de liberdade de expressão garantida pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, disseram os advogados. O Greenpeace afirmou que, em lugar de acusar seus integrantes, os promotores deveriam se concentrar nos burocratas que dirigem o programa baleeiro financiado por dinheiro do contribuinte japonês. Mas, o escritório do promotor distrital de Tóquio afirmou em maio que não havia nenhuma evidência de contrabando e que não investigaria a tripulação do Nisshin Maru nem os funcionários baleeiros.

Takashi Akamatsu, porta-voz da chancelaria, disse à IPS que o governo não faria declarações sobre o caso porque este encontra-se nas mãos da justiça. O governo japonês alega que as baleias caçadas são usadas em estudos científicos, e que a venda de carne tem a finalidade de cobrir o custo da pesquisa. Há áreas específicas em que os japoneses têm legalmente permitido caçar e vender a carne desses mamíferos. O site da chancelaria diz que “certas organizações não-governamentais e meios de comunicação divulgam para o público informação errada sobre este assunto para causar uma reação emocional contra nossas atividades e dificultar o diálogo”.

A chancelaria considera que a caça de baleias já não é um problema de conservação, como ocorria nos anos 60 e 70, quando várias espécies eram alvo de capturas excessivas e foram exigidas medidas efetivas e urgentes para protegê-las. “É outra peça de propaganda. Milhares de baleias continuam morrendo por dia devido a várias interferências de humanos, incluindo a mudança climática”, disse Jun Hoshikawa, diretor-executivo da filial japonesa do Greenpeace e autor de 60 livros. O ativista acusou o governo japonês de evitar a fundo o assunto ao continuar avivando os sentimentos nacionalistas. A Agência de Pesca alegou que ao matar baleias no oceano Antártico está defendendo a cultura japonesa com o apoio de seu povo.

O Japão caça e come baleias há 100 anos. O nome tradicional da baleia é “peixe valente”. É servida como um manjar em ocasiões especiais e festivais. Atualmente, está disponível nos supermercados e inclusive figura nos almoços escolares. Mas desde que surgiu o escândalo aumentou a consciência de que matar baleias no santuário do oceano Antártico não é ético. De fato, o sentimento do público japonês contra a caça de baleias nesse ponto cresceu para 60%, um leve aumento em relação ao ano passado, segundo estudo do privado Centro de Pesquisas Niponas.

O Greenpeace se opõe à “pesquisa baleeira” em águas antárticas porque a região foi designada como santuário destes cetáceos pela Comissão Baleeira Internacional, à qual o governo japonês não aderiu, segundo Hoshikawa. “O programa japonês de pesquisa mata cerca de mil baleias por ano no santuário do oceano Antártico”, disse. “É uma clara violação do espírito do santuário e da Convenção Internacional para a Regulamentação da Caça das Baleias. Não se deveria abusar do dinheiro dos contribuintes japoneses na caça comercial de baleias financiada pelo Estado”, acrescentou. Enquanto isso, Sato e Suzuki estão livres sob fiança e muitas condições, entre elas não trabalhar para o Greenpeace e permanecerem próximos de suas casas. (IPS/Envolverde)

Fonte: http://envolverde. ig.com.br/ materia.php? cod=56833&edt=1

Matança de capivaras - Absurdo!

Ambientalistas de Campinas prometem entrar com representações junto ao Ministério Público Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) para impedir o abate das capivaras que vivem no Lago do Café.

A matança das 35 capivaras que habitam o parque foi solicitada pela Secretaria de Saúde de Campinas como medida sanitária, considerando que os roedores colaboram para a infestação de carrapatos-estrela no local, o que torna o parque área de risco para transmissão de febre maculosa. No ano passado, dois casos de transmissão foram confirmados em funcionários do parque, sendo que um deles morreu.

“Esta é uma questão mais política que profilática. Além de ser um péssimo exemplo para as futuras gerações abater animais protegidos por lei, quando há tantas universidades dispostas a desenvolver pesquisas sobre a questão e buscar outras alternativas”, disse a presidente da Associação Protetora da Diversidade das Espécias (Proesp), Márcia Côrrea.

Segundo Márcia, a organização não-governamental (ONG) já fez contato com o Ministério Público e deve protocolar a ação civil assim que recolher assinaturas num abaixo-assinado. A Proesp promoveu hoje (28) um debate sobre a questão, na Associação Campineira de Imprensa (ACI), que reuniu ambientalistas, especialistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) de Piracicaba e da Universidade de São Paulo (USP), além de veterinários e interessados em questões ambientais.

“As capivaras são animais mansos que só convivem na área urbana porque o homem invadiu seu habitat. A decisão dessa matança esbarra no aspecto ético e de direitos dos animais. Por que abater se eles não são os culpados pela situação?”, questionou Márcia. Ela citou estudos que mostram que o extermínio das capivaras não é a solução mais adequada, já que o carrapato se aloja também em outros animais de sangue quente.

“Como outros roedores, capivaras se reproduzem enquanto o ambiente tiver capacidade de sustentá-las”, citou no estudo o professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Marcelo Labruna. Segundo ele, quando se mata metade de uma população de capivaras, as fêmeas simplesmente têm mais filhotes. Para ele, a forma imediata de reduzir o risco de transmissão de febre maculosa seria limitar o acesso dos animais à comida. O estudo citou ainda que mesmo cachorros que entram em áreas de mata podem contrair a bactéria Rickettsia rickettsii, que transmite a doença.

Ausência

O coordenador do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de Campinas, Antonio Carlos Figueiredo, foi convidado a participar do debate, mas informou, via assessoria de imprensa, que não iria porque ainda não recebeu nenhum comunicado oficial do Ibama sobre a questão. Segundo a assessoria, assim que tiver a posição oficial, a secretaria vai chamar uma reunião com os ambientalistas, protetores de animais e integrantes do Conselho Municipal de Proteção Animal (em criação), para decidir em conjunto os próximos passos.

Disponível em:http://loboreporter.blogspot.com/2009/01/acoes-tentam-salvar-as-capivaras-do.html

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