EcoPapo

Espaço dedicado a comentar, debater, divulgar e trocar experiências sobre meio ambiente (ecologia, biologia marinha, educação ambiental, ecoturismo, gestão ambiental, consumo consciente, sustentabilidade, marketing verde, etc.).

Resultados da ICCAT… dane-se o ambiente marinho!

23 de novembro de 2009

Carta de José Truda Palazzo sobre a reunião da ICCAT

Caros/as,

Alguns dos não-resultados da reunião da ICCAT, Comissão Internacional para a Conservação (que piada) dos Atuns Atlânticos, que maneja toda a pesca de alto-mar no Oceano Atlântico e que para nossa grande vergonha se realiza no Brasil sob a Presidência de um brasileiro, ante a fanfarra do Ministério da (Sobre)Pesca. O contingente do MMA era evidentemente minoritário, o lobby da pesca mandou em tudo aqui.

A reunião teve três festas e pouquíssimo trabalho sério; enquanto os delegados curtiam as caipirinhas, o frevo e o forró, o tempo passava, e as discussões e decisões importantes foram ficando pro sábado e domingo finais.

Tubarão mako de aletas curtas: capturas comerciais seriam restritas à média de capturas de 2004-2008; países que não reportassem dados da pesca da espécie não poderiam continuar capturando. A China recusou-se a aceitar, e o Brasil propôs atrasar um ano a implementação, então a medida só valeria para daqui a um ano… Aí o Japão disse que era difícil de aplicar, blah blah… ridículo. Aí o japa presidente da sessão propôs excluir o bycatch… o que é o grosso das capturas. Aí EUA e União Européia não aceitaram. Foi para o Plenário a versão cagada mesmo assim, e aí… acabou sendo deixada de lado para o ano que vem. L

Tartarugas: a proposta dos EUA de ampliar as medidas de proteção de tartarugas marinhas contra bycatch foi retirada por oposição da União Européia, que alega não ter ‘condições técnicas’ para implementar medidas (nesse caso em particular), o Brasil está anos-luz na frente deles graças inter alia ao trabalho do TAMAR). O presidente japonês da sessão debochou da EU dizendo que há anos eles fazem a mesma alegação e que era hora de começar a levar o assunto a sério. Assim mesmo, ficou para ser considerado de novo só no ano que vem. L

Albatrozes: por pressão do Japão e outros, deixaram de ser aprovadas novas medidas de mitigação das capturas, como queria o Brasil (empurrado pelo Projeto Albatroz). Ou seja, continuarão morrendo aves marinhas aos milhares sem necessidade. Rever o assunto… só no ano que vem. L L

Proposta de ‘Fins Attached’, ou seja, obrigar ao desembarque de tubarões inteiros com suas barbatanas, impedindo o ‘finning’ ou corte das aletas em alto-mar (os pescadores botam fora os tubarões inteiros para gantar mais dinheiro trazendo só as barbatanas pra exportar pra Ásia): México pediu pra ter ‘período de implementação’ de 18 meses mas gostaria de adotar a proposta… China se opôs totalmente, Japão o mesmo, EU o mesmo fazendo um xalalá. Brasil falou a favor, mas… sugeriu mudar para ‘estudos a serem feitos’… ridículo… e a proposta mais importante da reunião, de impedir que se desembarcassem aletas sem os corpos dos tubarões, foi à breca. L L L

E para o pobre do atum vermelho (bluefin tuna), ameaçado de extinção, a cota que deveria ser ZERO para que espécie se recuperasse dos abusos recentes ficou em “apenas” 13,500 TONELADAS… um verdadeiro escândalo infelizmente co-patrocinado pelo Brasil, através do Prof, Fábio Hazin endossou a proposta e ajudou na sua aprovação discursando a favor da continuidade das capturas da espécie nesse foro de inconsequentes e lobistas da indústria de mineração dos peixes oceânicos (não dá mais pra chamar de pesca – é mineração mesmo). LLLL

De útil mesmo só a aprovação da proibição de captura do tubarão-raposa Alopias superciliosus, uma das espécies de tubarão mais vulneráveis, ainda assim só depois de muito bate-boca inútil provocado pelo México e outros.

O resumo da ópera é que a ICCAT provou mais uma vez que não vale nada como organismo de gestão e conservação, nem das espécies-alvo da pesca nem do ecossistema oceânico como um todo. Se não houver uma reforma radical na forma de administrar a pesca industrial oceânica, aqui no Atlântico e no resto do mundo, está bastante claro que o que aconteceu com as baleias – serem levadas à margem da extinção e terem agora prazos de recuperação perto dos 300 anos para muitas espécies – acontecerá com os grandes peixes, tubarões, tartarugas, albatrozes.  Ou seja, se formos otimistas, estamos condenando ao menos quatro ou cinco gerações futuras a viver num planeta de oceanos vazios e desequilibrados. Que a imensa maioria de brasileiros, inclusive os biólogos, oceanógrafos, mergulhadores, operadores de turismo, E pescadores, esteja pouco se lixando e sequer se mexa pra se informar E pra mudar esse estado de coisas ao menos aqui, é mais do que lamentável.

Mas a minoria chatérrima e inconformada na qual me incluo vai continuar incomodando, disso podem ter certeza. A próxima batalha é para incluir o atum vermelho na lista de espécies de comércio internacional proibido da Convenção CITES, em março de 2010, e tentar lá mesmo estabelecer restrições de comércio para diversas espécies de tubarões. E vamos em frente!

J. Truda Palazzo

Carta disponível em http://www.remaatlantico.org/Members/suassuna/campanhas/resultados-da-iccat-dane-se-o-ambiente-marinho

Dia da Árvore

21 de setembro de 2009

21 de setembro - Dia da Árvore

Uma singela homenagem a esses organismos maravilhosos, tão atuantes na vida de nosso planeta.

“Sabedoria pode ser que seja estar uma árvore…” (Manoel de Barros)

Foto tirada em Santos, SP por Suzana Ramineli em julho de 2008.

Contra a vivisecção

8 de abril de 2009

“Pergunte para os vivisseccionistas por quê eles experimentam em animais e eles responderão: “Porque os animais são como nós”. Pergunte aos vivissecccionistas por quê é moralmente ‘OK’ experimentar em animais e eles responderão: “Porque animais não são como nós”. A experimentação animal apóia-se em contradição de lógica.” Charles R. Magel (professor)

“A vivissecção é bárbara, inútil e um empecilho ao progresso científico.”
Werner Hartinger (cirurgião alemão)


“A não- violência leva-nos aos mais altos conceitos de ética, o objetivo de toda evolução. Até pararmos de prejudicar todos os outros seres do planeta, nós continuaremos selvagens.”
Thomas Edison (cientista e inventor)

Fonte da imagem: http://xvacaloucax.blogspot.com/2007/03/vivisseco-e-experimentao-animal.html

Japão: Por um quilo de carne de baleia

8 de março de 2009

Por Cahterine Makino, da IPS

Tóquio, 27/02/2009 – Dois ativistas japoneses do Greenpeace Internacional se arriscam a passar 10 anos na prisão, após denunciarem um mercado negro de carne de baleia por parte de tripulantes de navios científicos. Os ambientalistas Juichi Sato e Toru Suzuki compareceram a um tribunal este mês, acusados de há 10 meses invadirem uma propriedade alheia e roubar uma caixa de carne de baleia, em um julgamento com claras conotações políticas.

A Convenção Baleeira Internacional autoriza o Japão a capturar uma quantidade limitada destes mamíferos marinhos para pesquisas científicas. Entretanto, ambientalistas afirmam há muito tempo que a carne de baleias mortas sob a fachada de pesquisa é vendida a clientes japoneses. Tudo começou há um ano, quando um ex-tripulante de uma frota baleeira contatou o Greenpeace para informar que tripulantes de navios baleeiros japoneses vendiam a carne dos animais em benefício próprio.

Após investigar o caso, o Greenpeace concluiu que cerca de 93 caixas de “objetos pessoais”, etiquetadas como “elementos salados”, foram introduzidas no barco Nisshin Maru no porto de Tóquio, após uma travessia de cinco meses pelo oceano Antártico. As caixas tinham o endereço das casas de membros da tripulação do Nisshin Maru. Um dos embarques foi dirigido para a localidade de Aomori, onde Sato e Suzuki entraram no caminhão e pegaram uma das caixas, que continha cortes de carne de baleia de primeira qualidade.

Em maio de 2008, os “dois de Tóquio”, como agora são conhecidos os ativistas, entregaram a carne à promotoria de Tóquio, junto com um informe com detalhes sobre a investigação. Segundo o Greenpeace, se tratava de evidência contundente sobre uma operação de contrabando de carne de baleia e de corrupção em grande escala no santuário baleeiro do oceano Antártico. Por sua vez, a empresa de transporte Seino informou à policia a falta de uma caixa em seu caminhão de entregas, o que levou à prisão de Sato e Suzuki. Estas prisões causaram uma polêmica pública. Foi a primeira vez que o público japonês soube de fontes fidedignas a ligação entre o contrabando de carne de baleia e a pesquisa científica.

O caso apresenta perguntas legais que normalmente não são encontradas em um julgamento por invasão e roubo, segundo o principal advogado da defesa, Yuichi Kaido. Os acusados, que foram ao tribunal no dia 13 passado, nunca negaram ter entrado em um estacionamento e dali retirado uma caixa de carne de baleia que não lhes pertencia. Nisso se apóia a tese da promotoria. “Nenhum ativista tinha a intenção de se apropriar do que não lhes pertencia, e esse propósito constitui um dos elementos do crime de roubo, tal como define a lei japonesa”, disse Kaido. “Segundo os tribunais internacionais, o respeito pela liberdade de expressão é essencial, e isso ocorre para as organizações de notícias e não-governamentais que desempenham seu papel de controle público em uma democracia”, acrescentou.

Do ponto de vista do direito internacional, o que Sato e Suzuki fizeram foi um exercício de liberdade de expressão garantida pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, disseram os advogados. O Greenpeace afirmou que, em lugar de acusar seus integrantes, os promotores deveriam se concentrar nos burocratas que dirigem o programa baleeiro financiado por dinheiro do contribuinte japonês. Mas, o escritório do promotor distrital de Tóquio afirmou em maio que não havia nenhuma evidência de contrabando e que não investigaria a tripulação do Nisshin Maru nem os funcionários baleeiros.

Takashi Akamatsu, porta-voz da chancelaria, disse à IPS que o governo não faria declarações sobre o caso porque este encontra-se nas mãos da justiça. O governo japonês alega que as baleias caçadas são usadas em estudos científicos, e que a venda de carne tem a finalidade de cobrir o custo da pesquisa. Há áreas específicas em que os japoneses têm legalmente permitido caçar e vender a carne desses mamíferos. O site da chancelaria diz que “certas organizações não-governamentais e meios de comunicação divulgam para o público informação errada sobre este assunto para causar uma reação emocional contra nossas atividades e dificultar o diálogo”.

A chancelaria considera que a caça de baleias já não é um problema de conservação, como ocorria nos anos 60 e 70, quando várias espécies eram alvo de capturas excessivas e foram exigidas medidas efetivas e urgentes para protegê-las. “É outra peça de propaganda. Milhares de baleias continuam morrendo por dia devido a várias interferências de humanos, incluindo a mudança climática”, disse Jun Hoshikawa, diretor-executivo da filial japonesa do Greenpeace e autor de 60 livros. O ativista acusou o governo japonês de evitar a fundo o assunto ao continuar avivando os sentimentos nacionalistas. A Agência de Pesca alegou que ao matar baleias no oceano Antártico está defendendo a cultura japonesa com o apoio de seu povo.

O Japão caça e come baleias há 100 anos. O nome tradicional da baleia é “peixe valente”. É servida como um manjar em ocasiões especiais e festivais. Atualmente, está disponível nos supermercados e inclusive figura nos almoços escolares. Mas desde que surgiu o escândalo aumentou a consciência de que matar baleias no santuário do oceano Antártico não é ético. De fato, o sentimento do público japonês contra a caça de baleias nesse ponto cresceu para 60%, um leve aumento em relação ao ano passado, segundo estudo do privado Centro de Pesquisas Niponas.

O Greenpeace se opõe à “pesquisa baleeira” em águas antárticas porque a região foi designada como santuário destes cetáceos pela Comissão Baleeira Internacional, à qual o governo japonês não aderiu, segundo Hoshikawa. “O programa japonês de pesquisa mata cerca de mil baleias por ano no santuário do oceano Antártico”, disse. “É uma clara violação do espírito do santuário e da Convenção Internacional para a Regulamentação da Caça das Baleias. Não se deveria abusar do dinheiro dos contribuintes japoneses na caça comercial de baleias financiada pelo Estado”, acrescentou. Enquanto isso, Sato e Suzuki estão livres sob fiança e muitas condições, entre elas não trabalhar para o Greenpeace e permanecerem próximos de suas casas. (IPS/Envolverde)

Fonte: http://envolverde. ig.com.br/ materia.php? cod=56833&edt=1

Harmonia

14 de novembro de 2008

                             

Gente, eu acho essa imagem uma coisa linda! É um retrato da perfeita integração do homem com os outros animais. Precisamos resgatá-la!

Fonte: Google

Consciência

20 de fevereiro de 2008

"Os cidadãos não poderiam dormir tranqüilos se soubessem como são feitas as salsichas e as leis."

Otto von Bismarck, ex-chanceler alemão

Para refletir

27 de janeiro de 2008

Trecho extraído do livro "Caminhos para o desenvolvimento sustentável", de Ignacy Sachs.

"O respeito à diversidade da natureza e a responsabilidade de conservar essa diversidade definem o desenvolvimento sustentável como um ideal ético. A partir da ética do respeito à diversidade do fluxo da natureza, emana o respeito à diversidade de culturas e de sustentação da vida, base não apenas da sustentabilidade, mas também da igualdade e justiça."  (Kothari, citado por I. Sachs - pág. 67

Rir pra não chorar

29 de outubro de 2007

Para não esquecer que somos brasileiros e temos o curioso hábito de rir da nossa própria desgraça, vejam esta imagem catada no Google.

 

Ecologia doméstica

Uma simples ida ao supermercado pode virar uma ameaça ao planeta

Por Marcus Cardoso

"Querido, estou indo ao supermercado" , ela avisa ao marido, que assiste TV na sala. Márcia Ferreira tem 47 anos e uma longa carreira como dona de casa. Todo começo de mês, assim que o salário do marido entra na conta bancária do casal, ela trata logo de ir ao supermercado. "Sei que hoje as coisas não sobem de preços como antigamente, mas o hábito dos tempos de inflação acabou ficando", conta ela, atravessando a rua, a caminho do mercado mais próximo. Se alguns hábitos não mudam, novos vão sendo agregados ao cotidiano de Dona Márcia com o passar do tempo. Há alguns meses, ela passou a levar sua própria sacola para trazer os mantimentos para casa. "Se aos sábados, quando eu ia à feira de rua aqui do bairro eu levava a minha sacola, por que não fazer o mesmo no supermercado? ", questiona.

A idéia veio de longe. A filha de uma vizinha da Márcia morou na Europa por um tempo e, em um bate-papo, desses de fim de tarde, comentou com ela que em alguns países europeus era comum as pessoas levarem sacola de casa para os supermercados, como uma forma de preservar o meio ambiente. "Decidi que faria o mesmo", conta Márcia Ferreira.

Com a mão indecisa entre os frascos de xampu de diferentes marcas da prateleira, Dona Márcia explica um pouco mais: "Eu não fiz faculdade. Sempre fui mãe, esposas e dona de casa. Mas sempre me preocupei em fazer o que faço da melhor forma possível, sabe?". Márcia conta que há muito tempo já reutilizava os sacos plásticos que a ajudavam a levar as compras para casa. Após guardar tudo nos armários da cozinha, a tarefa seguinte era enrolar cuidadosamente os saquinhos brancos e colocá-los no "puxa-saco", para servir como sacola de lixo ao longo do mês.

"O problema é que, lá em casa, mesmo a família não sendo muito pequena (marido e três filhos), não juntamos muito lixo. As crianças já estão crescidas e quase não param em casa. Aí percebi que estava juntando mais sacolas que lixo, e tendo até que jogar algumas fora", explica. "Decidi que era melhor ir duas ou mais vezes ao supermercado no mês a poluir ainda mais o planeta com tanto plástico."

As sacolas plásticas de supermercado, padaria, videolocadora, farmácia e outros tantos estabelecimentos comerciais têm como matéria-prima o plástico filme, feito de uma resina sintética originária do petróleo. Aqui, no Brasil, são produzidas 210 mil toneladas anuais deste plástico, o que já representa quase 10% de todo o lixo do País. Nada biodegradáveis, levam séculos para se decompor na natureza. E, ainda assim, não há nenhuma legislação ou regulamentação no setor.

Na Alemanha, a guerra contra os sacos plásticos foi declarada no começo da década passada. Quem quiser fazer uso de sacos plásticos precisa pagar cerca de 60 centavos de euro por unidade. Já os irlandeses pagam um imposto pelo uso de cada sacola. Com isso, de 2002 para cá, se tornou comum ver pessoas nos supermercado acompanhadas de sacolas de pano e até mesmo de mochilas escolares.

Eco-fashion

Em Londres, boa parte dos supermercados tem incentivado seus clientes a usar suas próprias sacolas. Por lá, quem não precisar de sacos plásticos ganha 10% de desconto no preço final da compra. Mais ousada, a rede de supermercados Sainsbury lançou em suas 450 lojas, há menos um mês, a campanha I’m Not a Plastic Bag.

As primeiras 2 mil pessoas ganharam sacolas de algodão feitas pela famosa designer inglesa Anya Hindmarch, que trazia o nome da campanha como estampa. "O marketing foi tão grande que as bolsas viraram o hype da primavera aqui em Londres", comenta Fernanda Vasconcellos, estudante universitária brasileira na capital inglesa. "Hoje, o que mais vejo nos supermercados é gente com as próprias sacolas. Mas é engraçado ver algumas pessoas nas ruas totalmente produzidas e usando a sacola da Sainsbury como acessório." A partir de junho, a campanha chega aos Estados Unidos e Japão. Como podemos ver, é fashion ser ecológico!

Água: não desperdice!

26 de outubro de 2007

Em homenagem à sexta-feira de sol que surgiu depois de uma semana com tanta chuva, transcrevi esta letra do Seu Jorge, um alerta pra gente sempre lembrar que os recursos naturais são finitos e devem ser conservados.

Hagua
Seu Jorge

Composição: Seu Jorge, Gabriel Moura e Jovi Joviniano

O seco deserto está tomando conta do planeta
Água doce bebível potável está acabando
Poluição, devastação, queimadas
Desequilíbrio mental
Desequilíbrio do meio ambiente
Segundo previsões dos cientistas
De padres, pastores, budistas
De ciganos, pai de Santos, Hare Krishna
O tempo vai secar
O sol vai carcumer
E água pra beber
Não vai ter
E água pra lavar
não vai dar
Água pra benzer
E água pra nadar
Nada, nada

Crédito da imagem: http://bloggloria1.blogs.sapo.pt/arquivo/agua12.JPG

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